Brasileiro, nascido na cidade de Osasco, São Paulo. É artista visual, fotógrafo documental, documentarista e pixador. Atua desde os anos 2000 como integrante ativo da cultura urbana paulistana da pixação, linguagem que pratica desde os 16 anos e que se tornou o eixo central de sua trajetória artística, política e audiovisual.

É formado como Técnico em Processos Fotográficos e, desde 2013, trabalha como repórter fotográfico, fotógrafo documental e realizador audiovisual, com atuação em importantes agências e veículos de imprensa como Fotoarena, Código19, jornal O Estado de S.Paulo e portal Metrópoles (de 2020 a 2023). Desenvolve coberturas de manifestações, política, cultura de rua e temas do cotidiano urbano, com enfoque na realidade das periferias e nos movimentos sociais. Em 2015, fundou a FotoRua, iniciativa independente voltada à produção e comercialização de imagens jornalísticas e autorais para a imprensa nacional e internacional.

Paralelamente à atuação no fotojornalismo, desenvolve desde 2010 uma pesquisa artística e documental sobre a pixação paulistana, explorando essa linguagem como ferramenta de comunicação, resistência, territorialidade e identidade de jovens periféricos. Seu trabalho cruza linguagens como fotografia documental, cinema, vídeo, objeto urbano e arte visual, com obras que combinam imagens autorais, arquivos e materiais descartados das ruas em composições híbridas que tratam da estética marginal e do embate entre arte, cidade e exclusão.

Nos últimos anos, iniciou uma trajetória mais aprofundada no cinema documental e na produção audiovisual independente, dirigindo e produzindo documentários autorais e curtas-metragens focados em temas como cultura de rua, pixação, juventude periférica, estética urbana, memória e direito à cidade. Sua abordagem parte de experiências vividas dentro da própria cultura que documenta, o que confere às obras um caráter íntimo, ético e realista. Entre seus trabalhos está o documentário FANTASMAS (2025), que percorre a relação entre pixação, fotografia e resistência urbana em diferentes cidades do Brasil e da Europa.

Participou de exposições, residências artísticas, mostras coletivas e ações culturais em espaços no Brasil e no exterior, como:

Centro Cultural da Juventude (SP, 2013)

Sesc 24 de Maio (SP, 2017)

Montevidéu (2016)

Berlim – Exposições coletivas (2018 e 2019)

Basileia, Suíça (2018)

Amsterdã (2018)

Toulouse, França (2019)

Seu trabalho também foi reconhecido em premiações nacionais de jornalismo e direitos humanos:

Finalista do Prêmio CNT de Jornalismo (2021)

Finalista do 10º Prêmio Anamatra de Direitos Humanos

2º lugar no 8º e 9º Prêmio Sebrae de Jornalismo (2021 e 2022)

Atualmente, desenvolve projetos autorais de fotografia, cinema e arte urbana que exploram a pixação como poética visual e linguagem de enfrentamento social. Pesquisa a memória gráfica das ruas de São Paulo, produz documentários, instalações e trabalhos audiovisuais com material urbano reaproveitado, além de desenvolver ações colaborativas com coletivos culturais e centros comunitários, buscando expandir as fronteiras entre arte, política, cidade e resistência.